A Polícia Judiciária detectou, no dia 9 de Janeiro, que burlões tinham voltado a enviar mensagens SMS falsas a fazerem-se passar por um banco. As mensagens alegavam que a subscrição de um serviço do cliente estava prestes a expirar e que seriam cobradas taxas, indicando que, para cancelar, seria necessário contactar o serviço de apoio ao cliente seguindo as instruções fornecidas. Este esquema de fraude é idêntico ao que surgiu em Macau no ano passado, em que os burlões se fizeram passar por funcionários do serviço de apoio de uma plataforma e que se tornou muito frequente. Se os cidadãos acreditarem no conteúdo da mensagem e contactarem o falso serviço de apoio, os burlões solicitam, sob pretextos como “verificação de identidade” ou “processamento de reembolsos”, que as vítimas realizem videochamadas, partilhem o ecrã, forneçam dados pessoais e bancários, ou até mesmo que transfiram dinheiro para contas especificadas, com o objectivo de lhes roubar dinheiro.
Assim, o Centro de Coordenação de Combate à Burla da PJ apela à população:
1. Os métodos dos burlões e as entidades que fingem ser são cada vez mais variados e imprevisíveis pelo que os cidadãos não devem baixar a guarda. Nunca confiarem em chamada telefónica ou mensagem SMS que alegue ser um serviço de apoio ao cliente. Em vez disso, devem primeiro confirmar a identidade através dos canais oficiais fornecidos pela instituição ou da plataforma em questão;
2. Não execute transferências por indicação de um alegado assistente telefónico nem sequer forneça dados pessoais, informações da sua conta bancária ou pormenores do seu cartão de crédito;
3. Em caso de dúvida, deverá ser utilizada a Aplicação Móvel “Anti-Burla” da PJ para verificar o índice de risco, reportar conteúdos fraudulentos ou pedir ajuda à PJ através da linha aberta para a prevenção das burlas, n.º 8800 7777 ou através da linha aberta 993.